As moedas virtuais têm ganho cada vez mais o interesse de investidores e empresários, tornando-se uma opção mais visada para investimentos. Essa demanda contribuiu para o aumento do valor delas, com a Bitcoin, por exemplo, atingindo o patamar de US$ 60 mil em 2021.

No entanto, as preocupações ambientais que envolvem a prática de mineração e geração dos criptoativos fizeram com que esse valor caísse. Mas como funciona esse processo? Esse é o tema da nossa postagem dessa semana.

Supercomputadores

A mineração de criptoativos como o Bitcoin não é feita em computadores convencionais e caseiros. Esse processo requer uma máquina com alta capacidade de processamento, de forma que os mineradores adquirem computadores produzidos especialmente para essa tarefa.

Essas máquinas têm dois objetivos principais: gerar novos criptoativos, distribuindo-os de forma justa, e confirmar as transações da moeda, registrando essa movimentação nos chamados blockchain, que funcionam como um “livro de contabilidade virtual”.

Mas como se gera novas criptomoedas? Isso acontece por meio de equações altamente complexas que os supercomputadores devem resolver em milésimos de segundo, ligados por uma rede paralela na Internet. O alto poder de processamento é justificado justamente por eles precisarem executar milhares de cálculos em um espaço tão curto de tempo.

As máquinas também precisam encontrar uma sequência que torne o bloco de transações dos criptoativos compatível com o anterior e com o próximo que será gerado. Quando isso acontece, o minerador recebe uma recompensa em criptoativos para cada bloco minerado.

As respostas das equações, conhecidas como “hash” ou prova de trabalho, são utilizadas para organizar as entradas no blockchain. Quando um minerador encontra um bloco compatível e recebe seus criptoativos, toda a rede é informada para validar o resultado e saber que as novas criptomoedas pertencem a esse minerador, permitindo que ele faça o uso do prêmio.

As transações são registradas no blockchain de forma linear e cronológica, sendo digitalmente assinada para garantir sua veracidade e autenticidade. Cada computador ligado na rede recebe uma cópia do blockchain, permitindo que eles validem ou não as informações que recebem com base nos dados inseridos. Essa aprovação requer um consenso dos participantes, o que previne fraudes.

Atividade 24h

Para validar o blockchain, é conferido se eles têm uma característica única, que impede o uso de códigos maliciosos (malwares) que possam prejudicar a operação. Quando isso tudo está certo, o minerador garante que a sua operação no processo de mineração continue, até mesmo recebendo taxas pagas pelos usuários.

Em média, as equações para os supercomputadores são propostas de 10 em 10 minutos. Por isso, a mineração ocorre durante todo o dia, sem parar. E isso é sinônimo de que os supercomputadores, que necessitam de alimentação constante, consomem um altíssimo nível de energia.

Inclusive, esse consumo exagerado tem gerado preocupação. A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, calcula que a mineração virtual gaste 113 TeraWhatts/hora (TW/h) anualmente. Esse ano, esse valor deve subir para 130 TW/h, o que corresponde a 0,6% do consumo energético do planeta.

Ainda segundo Cambridge, apenas 39% dos mineradores utilizam recursos de energia sustentável e renovável no processo. O consumo exagerado fez com que, recentemente, o governo da China – onde se encontrar cerca de 65% dos mineradores – implementasse a restrições à prática, o que fez com que o valor de criptomoedas como o Bitcoin caíssem.

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